ReVerte Ero anar Lux

Segunda-feira, Novembro 07, 2005

O Elo

Em primeira instância, o leitor deste blog provavelmente compreenderá com todo esse trabalho que, pelo menos em parte, tentamos criar paradigmas visíveis ao plano físico para a essência dos Harpyas. No entanto, mesmo que a essência manifeste e influencie em alguns traços na personalidade de um Harpya encarnado, haverá uma grande margem de erro em função do ato de generalizarmos esses traços para o todo.

O elo é o que pode interligar seres de mesma essência e, assim, evoluir em conjunto. A importância desse blog reside nessa base de sustentação, não só pelo fato de que possíveis Harpyas possam ler o blog, refletir e encontrar respostas para entender melhor o elo que os envolve, como também provocar a reflexão de outras essências, outros povos que porventura leiam esse embrião unitivo.

Entretanto, senhores, nem todos os seres analisam as conjecturas e averiguam sua veracidade racional. É comum vermos a desistência de grande parte dos seres, que tentam buscar no interior as respostas para se entender e agir conforme a sua real natureza. Mas essa busca é, de certo modo, prolixa. A dificuldade em se abstrair desse controle imenso de pensamento que se exerceu sobre a Terra torna qualquer encarnado um perdido nesse planeta, sem qualquer diretriz perene para seguir, excetuando-se àqueles que tiveram a boaventura de se abstrairem com facilidade ou pelo fortúnio de estarem em um campo social livre de paradigmas irredutíveis. Quero deixar bem claro que existem diversas maneiras de evoluir individualmente, não há uma “verdade absoluta”. Contudo, mantém-se a idéia de que a variedade de informação, mesmo que indicando às respostas buscadas, são de cunho subjetivo e podem desviar as diretrizes que de fato realizam a evolução do indivíduo.

TV, jornais, revistas, artigos, templos religiosos e demais divulgadores de informação geralmente embaralham a mente das pessoas, que fusionam as formas de conhecimento adquiridas em busca de uma identidade que faça sentido, mesmo que por um curto instante. Isso distancia ainda mais o indivíduo de seu próprio eu – principalmente se ele ouve, lê e vê informações sem caráter crítico. Ainda que enfrentamos todas essas distorções outorgadas no plano físico, somos dotados desse elo, que nos mantém sutilmente unidos ao nosso corpo astral.

Ao dormir, muitos conseguem ter lembranças de passagens nesse outro plano, como se estivessem lá naquele instante (durante o sono). Na realidade, não é só durante o sono que agimos no astral. Só estamos lá quando nossa consciência (ou, na maioria dos casos leigos, a inconsciência) se transporta até lá. Portanto, é notável a importância de se perceber o elo que nos liga ao plano astral (essa transição de consciência entre o plano físico e o astral). É peça fundamental para que nossas atitudes sejam ponderadas, nosso equilíbrio a cada dia seja mais estável e que nossas poucas similaridades com nossos “confrades de essência”, no plano físico, sejam perceptíveis.

O Auto-entendimento é um clichê que muitos livros indicam como a chave da felicidade e do equilíbrio. Eu sugiro não duvidar disso.

Reverências.